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Leozito Rocha

35 anos de “Rumble Fish”, Dicas de Livros e Arqueologia #3

Relendo alguns textos do meu blog (www.chehebe.blogspot.com) deparei-me com os trinta e cinco anos “Rumble Fish” – clássico de Francis Ford Coppola – e uma singela dissertação acerca do filme. Escrevi em 2018. O diretor vinha de uma sequência invejável. Vamos ao texto:

RUMBLE FISH

Esse ano o filme de Francis Ford Coppola, “Rumble Fish” completa trinta e cinco anos de lançamento. Aqui, no Brasil, ele veio traduzido como “O Selvagem da Motocicleta”. Um filme que marcou uma singela virada na carreira do diretor, pois ele vinha dos dois “Godfather” (I e II), além do magistral “Apocalipse Now”. O cinema esperava que Coppola viesse com algo bem Hollywood, mainstream ou pomposo, porém ele saca uma adaptação de S. E. Hinton (escritora americana) e surpreende meio mundo com um filme sombrio, em preto e branco e filosófico. Tudo no filme é vagaroso, confuso e enigmático. Matt Dillon (com 19 anos) vive um jovem atormentado pela ausência da mãe e a indiferença de seu pai alcoólatra. Líder de uma gangue numa minúscula cidade em Oklahoma, vive a espera de seu irmão (Mickey Rourke), lenda viva do local e ídolo seu. O retorno de seu irmão anima o jovem, mas ele percebe com o tempo que a lenda não é mais a mesma. Bom… Aos mais jovens eu recomendo bastante. Trata-se de um clássico do cinema. Coppola acerta em diversos aspectos. Primeiro a escolha em P&B dá um clima “noir” na película. Depois o clima esfumaçado também ajuda a ambientar melancolia ao roteiro. As cores só surgem numa cena com peixes (uma linda metáfora que o diretor tira da cartola no fim) e outros animais numa loja pet. Fique de olho nessa cena. O elenco também é de primeira: Além de Dillon e Rourke, temos Nicolas Cage (sobrinho do diretor), Laurence Fishburne, Dennis Hopper (o pai), Chris Penn (Falecido irmão de Sean Penn), Diane Lane (a namorada), além de Tom Waits e a filha de Coppola, Sofia. Todos bem novos e dando boa contribuição. A relação entre os irmãos é algo parecido com “Vidas Amargas” – clássico com James Dean. A própria vibração (depressiva) de Rourke lembra bastante o filme de 1955. Um rebelde triste, atormentado e sem esperança. O que diferencia é a ausência do complexo de Édipo e da rivalidade entre irmãos. Mais dois detalhes saltam a luz… A trilha é toda do baterista Stewart Copeland (The Police). O músico estraçalha nas composições. Engana-se quem for procurar o ska, reggae ou similar nas músicas. Copeland apresenta-nos um lado obscuro, taciturno e climático. Eu corri para baixar algumas ali. É perfeita a simbiose da atmosfera musical com o filme. Magistral. Impossível não embarcar no clima.

O outro detalhe é menos importante, contudo, não deixa de ser curioso. Só percebi, obviamente, ao fim. Se você observar nos créditos finais, nome a nome… O ator Laurence Fishburne assinava “Larry Fishburne”. Tive o cuidado em voltar algumas vezes para confirmar. Pois é… E, como ele está bem magro e novo no filme eu tive dúvidas. Nos créditos eu observei seu nome, mas com essa distinção. Curioso, né?

Acrescentando aí uma tendência também: Coppola também adaptou outra história da escritora (S. E. Hinton) em seu “Vidas Sem Rumo” (The Outsiders) no mesmo ano e com atores idem: Matt Dillon, Diane Lane, Tom Waits… A escritora participa de ambos, em papéis discretos, mas pontuais.

LIVROS

Mais duas dicas aos leitores de livros da minha coleção. Para quem curte literatura sobre música e ficção científica. O primeiro chama-se “Yeah! Yeah! Yeah! – The Story of Modern Pop” de Bob Stanley. Uma viagem pela música popular passando por outros gêneros. De Bill Halley a Beyoncé. O divertido de tudo é que Bob, também músico e crítico, nos diverte com suas citações, abordagens e tensões na parada pop através das décadas. Confiram!

O segundo é um clássico. Trata-se de “Andróides Sonham Com Carneiros Elétricos?” De Philip K Dick. Justamente o livro de originou o filme “Blade Runner” de Ridley Scott. Preciso falar mais? A famosa distopia que arrebatou milhões de fãs mundo afora. Certo? Pois é…

Queridões e queridonas: é isso! A gente se vê na próxima coluna! Yeah.

Não posso esquecer que tem o mais novo ARQUEOLOGIA #03 na Plainsong.io 
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Written By

Leozito Rocha, carioca, 45 anos, Flamenguista, carioca, editor e produtor do "O Som do Leozito" na Internova Radio, blogueiro, escritor e redator. Fundador da Noramusique e colaborador DJ.

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