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Leozito Rocha

De James Cook ao Moderno – Coalas, Cangurus e Sons

AUSTRÁLIA

Pois é… Que o rock nasce com o sangue anglo-saxão ninguém duvida. Desde os primórdios ali com elementos do blues, do jazz e outros; o idioma inglês comandou o gênero. Muito comum bandas e artistas de outros países cantarem no idioma. Desde suecos, alemães, espanhóis, brasileiros, etc… Povos latinos, asiáticos e por aí vai. Muitos desses países com língua inglesa produziram sons fabulosos. Fossem do Canadá, Irlanda ou Escócia. Os Estados Unidos e a Inglaterra foram os mais pródigos nesse aspecto, porém existe um país que sempre chamou atenção pela qualidade, distância (bastante) e variedade na sua cultura musical. Sim. A Austrália. Aquele país lá da Oceania com origem inglesa e sotaque marcado. Desde os anos 60 praticamente, o som que vem dali encanta todos nós que apreciamos música. Há quem diga que a água que nasce lá é batizada com talento e mágica. Duvidam? Pois temos exemplos dos mais variados desde sempre. Dos The Seekers e Bee Gees ao INXS. Do AC/DC ao Nick Cave. Passando por Midnight Oil, Jet, Men At Work, Air Supply, The Church ou Natalie Imbruglia. Das surfs bands como Australian Crawl, Hoodoo Gurus, Spy vs Spy ou de bandas proto punks como o Radio Birdman. Há muita coisa que nem damos conta que seja da Austrália. Por exemplo: O Dead Can Dance. Muita gente boa sempre achou que fossem ingleses ou escoceses. Ou o The Birthday Party ou The Go-Betweens. Ou até mesmo o Icehouse ou The Crowded House. Estão vendo (lendo)? É uma lista imane. Não tem fim…rs

Deixei acima somente um cenário de abertura para embasar e contextualizar o que, verdadeiramente, quero citar e registrar aqui na coluna: a sonoridade que segue mantendo o naipe de artistas fantásticos vindos de lá. Desde então. Sim, quem me conhece sabe que pesquiso e peneiro sons novos. Não só do rock. E, a quantidade de bandas australianas só faz crescer. Impressionante. Do Cut Copy (um exemplo de sonoridade belíssima e moderna) ao Architecture in Helsinki (Hmmm… Pensaram que fossem finlandeses, né?). Do Angus & Julia Stone à cantora Courtney Barnett. Ambos ativos e oriundos do novo milênio.


E, dessa “água boa de beber” destacarei dez bandas/artistas que mais rolaram no meu player a partir dos anos 2000. Claro que é uma lista pessoal e direcionada. Existem outros exemplares australianos do metal, hip hop, pop, etc. Nenhuma lista jamais será completa. Vamos a eles:

– King Gizzard & The Lizard Wizard – Os caras se formaram em 2010 e fizeram simplesmente dezessete álbuns até hoje. A banda é uma usina de criatividade. Lançam dois, três discos por ano. Uma das coisas mais modernas e boas na minha opinião. Cada disco é uma sensação distinta. Obrigatório ter em sua casa.

– Tame Impala – ninguém divulgou mais o país como eles. Kevin Parker (o fundador e líder) é um pequeno gênio. Sua verve psicodélica e space é uma das coisas mais belas e gostosas de ouvir. Precisa recomendar? 

– Children Collide – Sim. Quase o patinho feio desse rol. Mas, a banda passeia pelo garage, grunge (tem uma influência declarada de Nirvana), indie e alternativo. Aproveite para conhece-los. Tem muita coisa boa e variada no som. 

– Dope Lemon – Pois é… Lembra do Angus e da Julia Stone? O Dope Lemon é o projeto seguinte do Angus. Confesso que forço uma barra aqui, pois nem é algo grande e tal, mas rola bastante na minha casa. Tem dois registros somente, contudo é bem legal. Ideal para uma viagem de carro.

– Rolling Blackouts Coastal Fever  – O RBCF é um dos queridinhos do país. Peso, punch e ótimo rock. Quando a banda recebe uma abreviatura é sinal de fama e sucesso.  Rsrsrsrs. Quer outro elemento? Tem disco lançado pela Sub Pop. Eles já ganharam o mundo.

– Empire Of The Sun – Duo que conquistou o mundo também na onda ali do Tame Impa e de bandas gringas como MGMT e The Chvrches. Os caras simplesmente varreram toda Europa e Estados Unidos com seu som eletrônico. 

– Winston Surfshirt – Esse aqui é incrível. Cada canção é uma acalorada e deliciosa sensação. Som mais dançante e viajante. Tem funk, hip hop, sonoridades urbanas. Ouça! 

– Cut Copy – Eu coloquei esse trio aqui, pois é seguramente o que mais escutei a partir de meados de 2003 pra cá. De DJs sessions a festinhas privadas é impossível não ter uma ou duas canções deles. Se não tiver é pecado. Juro. Os caras criaram canções dançantes que abusam da qualidade. Obrigatório! Sério.

– Courtney Barnett – Só posso dizer que ela é a mais importante compositora australiana da atualidade. Ok? Goste ou não ela é imprescindível na música. Simples assim. 

– Moaning Lisa – pop-rock do bom com formação feminina resgatando a energia jovem de um Sleater-Kinney, Breeders ou Hole (Courtney Love). 

Sentiram falta de algo? Mas, é claro que sim. Senão não seria uma lista. Rsrsrs. Muitos podem mencionar o Silverchair, Wolfmother, Gang Gajang ou a SIA. Talvez a Kylie Minogue e The Saints. Lembrei do Real Life e The Vines… Irá sempre faltar. 

Por Leozito Rocha

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Leozito Rocha, carioca, 45 anos, Flamenguista, carioca, editor e produtor do "O Som do Leozito" na Internova Radio, blogueiro, escritor e redator. Fundador da Noramusique e colaborador DJ.

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