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Armando Louder

“O Império do Cinza”, a Permaneço Deitada revela música nova para sua próxima Live.

Permaneço Deitada

Tempos mais sombrios pedem sons mais sombrios, mas tem havido algo perceptível nessa nova energia emanando de vários circuitos do underground brasileiro, e não podemos negar que uma das entradas nessa mistura é, a dupla Permaneço Deitada (JF).

Constituído como sua terceira transmissão ao vivo desde a pandemia, a Permaneço Deitada lançou recentemente seu EP AO VIVO ( Alternative Festival ) em premiere na Plainsong, onde foi gravado no evento Alternative Live Festival   um Projeto independente surgido em Cuiabá – Mato Grosso.
Formado por Bira & Yugh, eles estão em uma crescente perfomance voltada as LIVES, não podemos deixar de dizer que nossa admiração só aumenta.

Em um climão darkwave e a sonoridade usual do pós-punk, eles marcam a nova fase como dupla, evoluindo a cada apresentação. A experiência tradicional de show ao vivo pode demorar algum tempo mas isso não impedirá deles crescerem.

Embora seja iminentemente identificável para todos nós o quanto gostamos do projeto, esse bate papo costumeiro é de muita importância para deixar registrado que você precisa conhecer mais sobre o Duo e se aventurar perdidamente. Esteja preparado para uma absorção total de suas letras e músicas.

1 – Você poderia nos dar uma ideia do processo de criação, nome da banda, dificuldades e propósitos que estão por trás?

Vamos lá! Primeiramente, agradecemos por estarmos aqui. Bom, o processo de criação tem sido muito natural. Eu e o Yugh estamos compondo um álbum novo, daí nos encontramos algumas vezes por semana para trabalhar as músicas novas, e tudo é bem espontâneo. A Permaneço Deitada tem sido uma soma das nossas energias criativas, uma constante troca de criatividade, sobretudo porque agora, após a saída da Letícia, somos só eu e ele. Nosso gosto musical sempre foi um pouco parecido. Nossas referências raramente se distanciam demais. Para o Permaneço Deitada, que é um projeto diferente de todos os outros que havíamos construído antes, nós buscamos inspiração nas batidas dançantes, nos excessos de sintetizadores, baixo robusto e melodias simples, acho que isso nos aproxima do darkwave, mas nunca sabemos ao certo como “definir”, então deixamos essa tarefa para quem nos escuta rs O nome da banda evoca a fraqueza, o estado do corpo deitado, incapaz de se levantar. É sobre impotência, cansaço, fragilidade. Aquilo que permanece deitado está morto, então, de certa forma, é também sobre a morte. O principal propósito da banda neste momento é finalizar nosso novo disco. As dificuldades são muitas, principalmente agora, com a pandemia.

2 – Poderia explicar os temas das letras? Existe uma linha abrangente que liga todas as músicas?

Acho que existem muitos ângulos, ou diferentes leituras para as letras. Eu acho que nunca escrevi antes de maneira tão íntima quanto na Permaneço Deitada, e ao mesmo tempo toda essa intimidade está encoberta e segura por trás de símbolos. Tenho tentado não explicar nada, para que esses amigos que acompanham a banda entendam os temas de acordo com a própria imaginação, que interpretem de maneira livre, e para que não cheguem na intimidade também (kk). Mas, falando de maneira geral, a finitude, a melancolia, e a fragilidade envoltos no nome da banda são também os temas mais constantes.

3 – Você tem alguma banda e música de referência favorita?

Acho que um pouco de tudo que absorvemos acaba se refletindo na nossa arte. Às vezes isso é até inevitável. Então é difícil falar de influências, porque são inúmeras e cada uma influencia em alguma parte diferente daquilo que estamos fazendo. Mas entre algumas das coisas que influenciam tanto a mim quanto ao Yugh na hora de compor, estão: Black Future, Alejandro Jodorowsky, Posthuman Tantra, Nietzsche, Lupercais, Rozz Williams, Selofan, Nick Cave, Sopor Aeternus, etc, etc, etc…

4 – Esse lado sombrio das letras, foi uma criação intencional ou uma inclinação natural?

Acredito que seja impossível ser diferente. Acho que desde que me aproximei da literatura, dos poetas que me inspiraram sobretudo na minha “adolescência ultra romântica”, é dessa maneira que eu me expresso. Vem sendo assim na Opium Eater, na Poetisa Dissecada, na Cova de Laços, em cada projeto em que eu participo cantando ou cedendo minhas canções. Talvez em algum momento da minha vida isso tenha sido intencional, mas hoje as coisas simplesmente vêm ao mundo já carregando esse lado que você chama de sombrio. Claro que, por outro lado, é impossível falar de certos temas sem que isso carregue um tom obscuro, porque o próprio tema é obscuro. Mas, respondendo mais objetivamente sua pergunta, eu vejo como uma inclinação natural.

5 – O que você está ouvindo num momento?

Bom, fora as bandas nacionais que ando conhecendo e me surpreendendo cada vez mais com os trabalhos incríveis que estão rolando, tenho ouvido amarga e compulsivamente o álbum Ghosteen, do Nick Cave. Mas não recomendo fazer isso. (rs)

6- Há alguma coisa que eu esqueci de perguntar ou algo que você gostaria de acrescentar?

Gostaríamos de convidar nossos amigos para o festival Alianza, do México, onde nos apresentaremos em formato live no dia 15 de novembro. Será a última live da Permaneço Deitada esse ano, depois disso vamos nos concentrar nas gravações do nosso novo disco. Nessa live nós vamos apresentar uma música inédita, chamada O Império do Cinza. Esta live também é a estréia do Yugh como baixista da banda, tem sido muito legal trabalhar como um duo, então estamos muito empolgados . 

Muito obrigado por esse bate papo!

No mais, muito obrigado a você, muito obrigado a Plainsong. Estamos juntos.
Bira


Permaneço Deitada

Fiquem ligados Proxima apresentação
DIA 15 DE NOVEMBRO  Festival Alianza – MÉXICO

Ouça na Plainsong https://plainsong.io/album/jHL9reKrTGoUihK

Última apresentação que deu origem ao EP

Segue eles!
INSTAGRAM: https://www.instagram.com/permaneco.deitada

FACEBOOK: https://www.facebook.com/permanecodeitada/
PLAINSONG: https://plainsong.io/permanecodeitada
BANDCAMP: https://permanecodeitada.bandcamp.com/

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